Iorana Korua/Koho-Mai/Bem-Vindo/Yaa'hata'/Che-Hun-Ta-Mo/Kedu/Imaynalla Kasanki Llaktamasi/Tsilugi/Mba'éichapa/Bienvenido/Benvenuto/Yá´at´ééh/Liaali/Bienvenue/Welcome/Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Mari Mari Kom Pu Che/Etorri/Dzieñ Dobry/Bienplegau/Καλώς Ήρθατε/ Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Sensak Pichau!!

Meu compromisso é com a Memória do "Invisível".

Pelo direito a autodeterminação dos povos e apoiando a descolonização do saber.

Ano 5523 de Abya Yala

523 anos de Resistência Indígena Continental.

JALLALLA PACHAMAMA, SUMAQ MAMA!

Témet timuyayaualúuat sansé uan ni taltikpak
Nós mesmos giramos unidos ao Universo.
Memória, Resistência e Consciência.

6.4.09

Ilamagun (Albino)


Fotografia de autor desconhecido.
Entre os Dule (Kuna-grupo  linguístico Chibcha do Panamá e Colômbia se observa uma das maiores incidências do albinismo em nível mundial. (1/150) e muitas foram as tentativas de erradicação do gene patológico, esta concentração resulta insólita, sobre tudo se consideramos que o meio ambiente também é hostil e a expectativa de vida de vida dos albinos que vivem nas ilhas é de mais ou menos 30 anos. A eliminação dos fatores socio-culturais que mantinham o problema (como infanticídio, proibição do matrimônio entre albinos ou com algum albino) em baixas escalas foram descartados após uma constante pressão exógena óbvia e o fato social que os casamentos exógamos continuam ocorrendo causando o crescimento da taxa de albinos. 
Os Dole (Kuna) vivem na sua grande maioria em uma vasta região de aldeias assentadas ao redor de 360 ilhas e arrecifes. No senso de 2000 eram 61.700 habitantes, aonde possuem 3 comarcas indígenas (Kuna-YalaMadugandí e Warkandí como nas províncias de PanamáColón e Darién. Também viven na Colômbia em duas eservas indígenas que estão situadas em Arquía (Chocó) e Caimán Nuevo-Neoclí no golfo de Urabá.
A arte Kuna é muito bonita e as suas molas (a palavra mola indica a dupla de faces que a integram) são particularmente fascinantes pelo colorido e significado. Estas faces estão relacionadas com verdadeiras formas estilísticas da literatura oral. Igual que as molas, os cantos rituais dos Kuna estão organizados em estrofes e em repetições acompanhadas de leves modificações de palavras, sons ou sentido. O mesmo ocorre com as molas. As duas faces da tela podem mudar do motivo principal, de cor ou de fundo sendo que as mulheres são as pintoras.
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Outra questão muito interessante da Cultura Kuna é a sua bandeira cujo desenho central foi roubado pelos nazistas fazendo referência ao albinismo como "purificação da raça" (sic.)
Este desenho na bandeira Dole (Kuna) vêem sendo relatado desde tempos imemoráveis-o que pode ser certificado pelas inúmeras pinturas rupestres como pela oralidade. Para eles, o desenho central é a representação cosmogônica do Polvo que criou o Mundo.
Este símbolo é multicultural e existem referências entre os indígenas, os indianos, budistas, celtas e muitos outros grupos atestando a sua utilização como um símbolo da criação.

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Relato histórico sobre os albinos Dole (Kuna):

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