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Meu compromisso é com a Memória do "Invisível".

Pelo direito a autodeterminação dos povos e apoiando a descolonização do saber.

Ano 5523 de Abya Yala

523 anos de Resistência Indígena Continental.

JALLALLA PACHAMAMA, SUMAQ MAMA!

Témet timuyayaualúuat sansé uan ni taltikpak
Nós mesmos giramos unidos ao Universo.
Memória, Resistência e Consciência.

26.5.09

Artistas Grafistas Huni Kuin (Kaxinawá)

Foto autor desconhecido
O sexo feminino possui o conhecimento dos Kene, grafismos que reproduzem os animais, os homens e a natureza nas pinturas corporais e nas tramas do algodão aonde tecem com teares manuais. 
Segundo a cosmogonia, os Kene foram ensinados, em um tempo de antigamente, por Yube, um encantado da Mulher-Sucuri.
Os desenhos geométricos Kene representam metonimicamente os desenhos da pele da figura mítica masculina da Sucuri-Yube que traz a cultura, a sabedoria e o conhecimento.  Para alguns estudiosos, trata-se também da história de origem da bebida alucinógena - cipó ou Ayahuasca tomada ritualisticamente pelos Kaxinawá. Segundo o mito fundador, Yube era o homem que, ao se apaixonar por uma mulher-sucuri, se transforma em cobra e passa a viver com ela no mundo profundo das águas; nesse mundo Yube descobre a bebida alucinógena e os poderes curativos e de acesso ao conhecimento que a bebida propícia. Um dia, sem avisar a esposa-sucuri, Yube decide voltar à terra dos humanos e volta a se transformar em homem, retornando para a sua família humana. 
O Kene Kuin, desenho verdadeiro, é uma marca importante da identidade Kaxinawá. Para os eles, o desenho é um elemento crucial na beleza da pessoa e das coisas.
O corpo e o rosto são pintados com o suco da fruta Jenipapo que produz uma tinta-por ocasião de festas, quando há visitas ou quando querem se adornar no cotidiano. Crianças pequenas não recebem os grafismos, mas são enegrecidas dos pés à cabeça com Jenipapo. Meninos e meninas têm só uma parte do rosto coberto com desenho e os adultos têm o rosto todo pintado.
A pintura com Jenipapo também é uma atividade exclusivamente feminina. Em dias sem festa muitos andam sem desenho, mas quando um dos homens da casa traz jenipapo da mata, sempre há alguém que se anima a preparar tinta e chamar os outros para pintá-los. As pessoas que mais andam pintadas são as mulheres jovens; os homens menos, a não ser que sejam hóspedes.
Os grafismos contém uma variedade de motivos que têm nomes. Quando um motivo tem dois ou mais nomes, isto geralmente se deve à ambigüidade, típica do estilo Kaxinawá, entre fundo e figura. Os mesmos motivos, ou desenhos básicos, usados na pintura facial, são encontrados na pintura corporal, na cerâmica, na tecelagem e na cestaria. 



Foto autor desconhecido
Falam a língua Hãtxa Luin ("língua verdadeira"), uma variedade do tronco Pano e se encontram geralmente na fronteira entre o Brasil e o Peru e ao longo dos rios Tarauacá, Jordão, Breu, Muru, Envira, Humaitá e Purus. 
É a população indígena mais numerosa do Acre com cerca de 4 mil habitantes divididos em 12 terras.



Fonte:
Socioambiental
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